O GRANDE ÓRGÃO DE TIBÃES E O SEU CONTEXTO DE PRODUÇÃO

  • Agnès Le Gac Departamento de Conservação e Restauro, Faculdade de Ciências e Tecnologia, Universidade Nova de Lisboa Laboratório de Instrumentação, Engenharia Biomédica e Física da Radiação (LIBPhys-UNL) Departamento de Física, Faculdade de Ciências e Tecnologia, Universidade Nova de Lisboa
  • Paulo Oliveira Mosteiro S. Martinho de Tibães, Direcção Regional da Cultura do Norte
  • Maria João Costa Dias Mosteiro S. Martinho de Tibães, Direcção Regional da Cultura do Norte Portugal
Palavras-chave: Artes Decorativas, Órgão, Matérias-Primas, Ofícios, Transporte

Resumo

Em 1984, sobre o órgão existente na Igreja do Mosteiro de Tibães, W. D. Jordan divulgou os nomes do organeiro, do entalhador da bacia e do ensamblador responsável pela caixa, bem como o montante que estes receberam pelo seu trabalho, mas ficou quase tudo por dizer em termos de logística, recursos materiais e humanos. Com o intuito de alimentar a fortuna crítica sobre a organaria em particular e as Artes Decorativas em geral, este artigo explora o Livro das Obras onde foram registadas todas as despesas suportadas com esta monumental empreitada. Permite assim reavaliar o período da sua execução, os pagamentos parcelares e o seu custo global, ter uma melhor apreciação quanto às matérias-primas usadas, à natureza dos serviços prestados e à diversidade dos ofícios envolvidos. Esta leitura permite retratar, num contexto tanto civil como religioso, aspetos históricos, geográficos, socioeconómicos, tecnológicos e artísticos próprios do último quartel do século XVIII, em Portugal.

Publicado
2015-12-12
Como Citar
Le Gac, Agnès, Paulo Oliveira, e Maria João Dias. 2015. O GRANDE ÓRGÃO DE TIBÃES E O SEU CONTEXTO DE PRODUÇÃO. ARTis ON, n. 1 (Dezembro), 17-41. http://artison.letras.ulisboa.pt/index.php/ao/article/view/13.
Secção
ARTIGOS