RESGATE DAS OBRAS MORTAS DE PINTURA “ANIMALISTA” DE BERNARDINO DA COSTA LEMOS (175? – act. 1814)

  • Ana Maria Costa ARTIS – Instituto de História da Arte, Faculdade de Letras, Universidade de Lisboa
  • Vitor Serrão ARTIS – Instituto de História da Arte, Faculdade de Letras, Universidade de Lisboa
  • Luís Mendonça de Carvalho Universidade Nova de Lisboa, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, IHC-Instituto de História Contemporânea
Palavras-chave: Bernardino da Costa Lemos (175?-act.1814), História Natural, Pintura animalista, Obras mortas

Resumo

Existiam lacunas de informação sobre o presumível desaparecimento de 11 quadros “animalistas” de Bernardino da Costa Lemos no trágico incêndio ocorrido em 1978 na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. Excluindo o artigo de Júlio Jesus (1928) com descrições écfrasicas-histórico-artísticas de cada uma das telas, cinquenta anos antes delas desaparecerem, Lemos subsiste na generalidade da historiografia como um modesto pintor que floresceu em final de setecentos, discípulo de Joaquim Manuel da Rocha. A localização de documentos e registos imagéticos totalmente desconhecidos da obra “animalista” de Lemos impôs uma abordagem interdisciplinar de História da Arte (micro e cripto-história da arte, iconologia), Literatura (ekphrasis) e Biologia (ecologia e taxonomia). Assim, neste artigo visitamos visualmente as referidas obras mortas, revemos a biografia do “muito hábil” pintor, confirmamos o malogrado destino do conjunto e discutimos sobre a tipologia de programa artístico produzido para o Gabinete de História Natural do mecenas Frei José Mayne.

Publicado
2018-01-04
Secção
ARTIGOS