'VIVENDO DE SUA FAZENDA E DA SUA ARTE DE PINTOR': RELAÇÕES ENTRE AS IMAGENS DE MÚSICA E A VILA DE BORBA, A PARTIR DA OBRA PICTÓRICA DE JOSÉ DE SOUSA DE CARVALHO (1741 – 1795)

  • Sónia Duarte
Palavras-chave: Borba; José de Sousa de Carvalho; Música; Pintura; Poder

Resumo

Pintor, escultor e proprietário, integrado numa elite borbense, José de Sousa de Carvalho (1741 – 1795) é o autor de várias pinturas que se espalham por espaços públicos e privados, incluindo as raríssimas representações musicais e de dança que se guardam nos Paços do Concelho de Borba.  Pai de Bernardo Germano de Carvalho (1777 – 1853), também pintor e proprietário, e avô paterno de José Ignácio de Carvalho (1819 – 1887), corista na Igreja Matriz de Borba e capelão na Colegiada da Misericórdia de Borba, Sousa de Carvalho documenta, em oito telas que pinta de visu – para decorar, com grande probabilidade, a sua residência familiar, o Palacete dos Sousa Carvalho e Melo –, momentos de recreio da escol borbense inerentes ao gosto coevo, aos hábitos domésticos de sociabilidade crescente, e à grandeza e poder de uma família telúrica endinheirada. Em contexto, deixaremos breves achegas para a vida musical borbense entre finais do século XVII e o início do século XIX, incluindo notas inéditas relativas ao, até agora, desconhecido Pedro Gonçalves Mexia.

Publicado
2018-12-23
Secção
ARTIGOS