FIGURAÇÃO DAS SIBILAS COMO PERSUASÃO: SOBREVIVÊNCIA E PODER RELIGIOSO NA ARTE CRISTÃ

  • Maria Cláudia Magnani
Palavras-chave: Sibilas; Arte; Poder; Persuasão

Resumo

Os mitos antigos não estão mortos. A partir desta afirmação este trabalho pretende apontar os caminhos históricos que legitimaram a sobrevivência do mito das sibilas no mundo cristão, em sua estreita relação com a astrologia, como forma de poder persuasivo da arte. O paganismo esteve sempre presente no cristianismo, não só como símbolos, mas como efetiva influência essencial sobre os homens e as suas vidas. Alguns momentos históricos em particular são privilegiados neste caminho, desde os padres apologistas do cristianismo primitivo até o nascimento da ciência moderna. Sibilas e astrologia, como testemunhos “de fora” são presença constante nas representações plásticas do mundo cristão, que aqui privilegiamos. A sua sobrevivência ou pós-vida (Naschleben) é ora afirmada também pela legitimação de grandes nomes da patrística e da escolástica, e por meio da influência de Albumasar, teólogo muçulmano  que faz o elo entre as sibilas e sua representação como poder.

Publicado
2018-12-23
Como Citar
Magnani, Maria. 2018. FIGURAÇÃO DAS SIBILAS COMO PERSUASÃO: SOBREVIVÊNCIA E PODER RELIGIOSO NA ARTE CRISTÃ. ARTis ON, n. 7 (Dezembro), 34-44. http://artison.letras.ulisboa.pt/index.php/ao/article/view/189.
Secção
ARTIGOS