"POR UMA REVOLUÇÃO TOTAL” - ERNESTO DE SOUSA E A PRÁTICA POLÍTICA NA ARTE EM PORTUGAL NA DÉCADA DE 1970

  • Pedro Gonçalves
Palavras-chave: Ernesto de Sousa; Arte Política; Burguesia; Operador Estético; Revolução

Resumo

  Na década de 1970, instigando concepções entabuladas nos anos precedentes, Ernesto de Sousa advoga “por uma revolução total”, que deveria repercutir-se em todos os campos da sociedade. Com o intuito de subverter as normas instituídas, Ernesto de Sousa conduz os processos artísticos sob a sua alçada numa extensão política, procedendo tanto a uma revisão de nomenclaturas linguísticas, substituindo, por exemplo, o termo artista pelo de operador estético; como na abertura das obras ao espectador, activando-o como elemento constitutivo das mesmas. Estas transformações situam-se na sua maioria em confronto com a burguesia, que, dentro do seu espectro teórico, abarca tanto o mercado artístico como o regime fascista, que perdurou até 1974. O programa que engloba estas considerações atravessa, neste sentido, diversos momentos históricos em território nacional, procurando sempre reflecti-los e abarcá-los na promoção de uma sociedade mais livre e igualitária.

Publicado
2018-12-24
Como Citar
Gonçalves, Pedro. 2018. «"POR UMA REVOLUÇÃO TOTAL” - ERNESTO DE SOUSA E A PRÁTICA POLÍTICA NA ARTE EM PORTUGAL NA DÉCADA DE 197»0. ARTis ON, n. 7 (Dezembro), 137-46. https://doi.org/https://doi.org/10.37935/aion.v0i7.200.
Secção
ARTIGOS