ARTE E ICONOGRAFIA DA VIDA E DA MORTE

  • Carlos Rodarte Veloso Historiador da Arte
Palavras-chave: Iconografia; Iconologia; Erwin Panofsky; “Carpe diem”; Vanitas

Resumo

As artes fi gurativas exigem dos seus estudiosos a observação e identifi cação dos temas representados através  de duas disciplinas auxiliares, a Iconografia e a Iconologia, muitas vezes confundidas uma com a outra. Foi Erwin Panofsky o grande historiador da Arte, que distinguiu estes conceitos em “Estudos de Iconologia”, em 1939.  A “Última Ceia” de Leonardo da Vinci, revela uma interpretação muito renascentista das atitudes dos apóstolos, que manifestam magistralmente a dúvida que corrói a assembleia quando Cristo anuncia a traição de um dos seus. Esta duplicidade de atitudes invade todas as épocas artísticas, quando os mesmos elementos gráfi cos podem ser interpretados de formas diametralmente opostas, caso do “carpe diem” greco-romano que se converte nas “danças macabras” da Idade Média, associadas à condenação da “Vanitas”.
Sempre e sempre, a lembrança da morte inevitável, a influenciar os comportamentos humanos, tanto pela busca do prazer enquanto é tempo, como pela preparação de uma boa e virtuosa morte, recompensada num problemático Além.

Publicado
2019-12-26
Como Citar
Veloso, Carlos. 2019. ARTE E ICONOGRAFIA DA VIDA E DA MORTE. ARTis ON, n. 9 (Dezembro), 8-14. https://doi.org/https://doi.org/10.37935/aion.v0i9.235.
Secção
ARTIGOS

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