NA ENCRUZILHADA DA EXTINÇÃO DAS CONGREGAÇÕES RELIGIOSAS: A FUNDAÇÃO DO MUSEU MACHADO DE CASTRO, ACASO OU DESÍGNIO?

  • Helena Pereira Mestre em Museologia, Investigadora, Coimbra
Palavras-chave: República, Educação, Museu, Museologia

Resumo

O decreto fundacional do Museu Machado de Castro estabelecia que o Museu seria organizado «no intuito de
oferecer ao estudo público coleções e exemplares da evolução da história do trabalho nacional (...) destinados
à educação do gosto público e à aprendizagem das classes operárias» (DECRETO-LEI 124/1911). Anos mais
tarde, vozes críticas, longe de entenderem os conceitos que haviam presidido à sua criação, rotularam a primitiva
instituição de armazém, asseverando que o mesmo resultara apenas de uma contingência, a acomodação das
obras das congregações religiosas extintas. Pretende-se com a presente reflexão problematizar tais opiniões,
alicerçando o argumento no conjunto de indícios que refutam a ideia do Museu ter sido concebido sem obedecer
a uma lógica concertada.

Publicado
2016-10-02
Como Citar
Pereira, Helena. 2016. «NA ENCRUZILHADA DA EXTINÇÃO DAS CONGREGAÇÕES RELIGIOSAS: A FUNDAÇÃO DO MUSEU MACHADO DE CASTRO, ACASO OU DESÍGNIO»?. ARTis ON, n. 3 (Outubro), 130-37. http://artison.letras.ulisboa.pt/index.php/ao/article/view/68.
Secção
CAP. II - PRIMÓRDIOS DA MUSEOLOGIA EM PORTUGAL