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ARTis ON
2019-02-18T21:46:06+00:00
Clara Moura Soares
claramourasoares@letras.ulisboa.pt
Open Journal Systems
<p><strong><em>A ARTis ON é uma revista eletrónica anual, consagrada à divulgação de estudos de História da Arte, Ciências do Património e Mercados da Arte.</em></strong></p> <p><strong><em> </em></strong></p> <p><em>Trata-se de uma revista científica, publicada apenas em formato digital, aberta à colaboração de todos, académicos, estudantes, técnicos do património, agentes do mercado da arte, etc., com a finalidade de divulgar estudos emergentes, que se destaquem pela sua qualidade e originalidade.<br><br>Dedicada à pluralidade de temas que envolvem a Arte e o Património, tanto nacionais como internacionais, a ARTis ON compreende um Caderno Temático e uma secção de Varia, destinada a pequenos artigos, como recensões, notícias de descobertas recentes, novidades decorrentes de projetos de investigação, entrevistas, etc.<br><br>A aposta no formato digital e na possibilidade de publicação de artigos em diversas línguas estrangeiras (inglês, espanhol, francês e italiano) visa alargar a divulgação da revista e permitir a publicação por parte de autores estrangeiros.</em></p> <p><em>O prestígio alcançado em apenas 3 anos de existência já permitiu a publicação de artigos de investigadores de 11 países, além de Portugal (Áustria, Bélgica, Brasil, EUA, Escócia, Espanha, França, Grécia, Índia, Itália, México).</em></p>
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FICHA TÉCNICA
2019-02-18T21:46:05+00:00
ARTIS IHA/ FLUL
rscarvalho@letras.ulisboa.pt
<p><strong>ARTis ON n</strong><strong>.º 8 </strong><strong>edição especial <br><br>no âmbito do AzLab#42 <em>Identidade(s) do azulejo em Portugal</em><br></strong>[Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, 4 de outubro de 2018]<br><br><strong>2018</strong><br><br><strong>Diretor </strong><br>Vítor Serrão<br>ARTIS – Instituto de História da Arte, Faculdade de Letras, Universidade de Lisboa, vit.ser@letras.ulisboa.pt<br><br><strong>Diretor Adjunto e Editor Geral </strong><br>Clara Moura Soares<br>ARTIS – Instituto de História da Arte, Faculdade de Letras, Universidade de Lisboa, claramourasoares@letras.ulisboa.pt<br><br><strong>Editor para esta edição especial </strong><br>Rosário Salema de Carvalho<br>Az – Rede de Investigação em Azulejo, ARTIS – Instituto de História da Arte, Faculdade de Letras, Universidade de Lisboa, rscarvalho@letras.ulisboa.pt<br><br>João Pedro Monteiro<br>Museu Nacional do Azulejo e Amigos do Museu Nacional do Azulejo, jmonteiro@mnazulejo.dgpc.pt<br><br><strong>Comissão Científica para esta edição especial </strong><br>Alexandre Pais<br>Museu Nacional do Azulejo (MNAz)<br><br>Alexandra Gago da Câmara<br>Universidade Aberta e Centro de História da Arte e Investigação Artística<br><br>Céline Ventura Teixeira<br>Université Paris-Sorbonne<br><br>Eva Maria Blum<br>Centro em Rede de Investigação em Antropologia (CRIA / ISCTE–IUL)<br><br>Clara Moura Soares<br>ARTIS – Instituto de História da Arte, Faculdade de Letras, Universidade de Lisboa<br><br>Francisco Queiroz<br>Az – Rede de Investigação em Azulejo, ARTIS – Instituto de História da Arte, Faculdade de Letras, Universidade de Lisboa<br><br>João Pedro Monteiro<br>Museu Nacional do Azulejo<br><br>Luís de Moura Sobral<br>Université de Montréal<br><br>Marluci Menezes<br>Laboratório Nacional de Engenharia Civil<br><br>Rosário Salema de Carvalho<br>Az – Rede de Investigação em Azulejo, ARTIS – Instituto de História da Arte, Faculdade de Letras, Universidade de Lisboa<br><br>Vítor Serrão<br>ARTIS – Instituto de História da Arte, Faculdade de Letras, Universidade de Lisboa<br><br><strong>Secretariado </strong><br>Inês de Castro Cristóvão<br>ARTIS – Instituto de História da Arte, Faculdade de Letras, Universidade de Lisboa, ines.cristovao@campus.ul.pt<br><br><strong>Edição </strong><br>ARTIS – Instituto de História da Arte, Faculdade de Letras, Universidade de Lisboa<br><br><strong>Conceção gráfica e paginação </strong><br>José Dias – Conceção gráfica / Graphic design<br>Mafalda Matias – Paginação / layout<br><br><strong>ISSN</strong><br>2183-7082<br><br><strong>Periodicidade </strong><br>Anual <br><br><strong>Capa</strong><br>Imagem oficial do AzLab#42 <em>Identidade(s) do azulejo em Portugal</em> concebida por Inês Leitão<br><br>A propriedade intelectual dos conteúdos pertence aos respetivos autores e os direitos de edição e publicação à revista ARTis ON©.<br>Os conteúdos dos artigos são da inteira responsabilidade científica e ética dos seus autores, bem como os critérios ortográficos adotados.<br>Avaliação por double blind peer review.<br><br><strong>Apoio </strong><br>Amigos do Museu Nacional do Azulejo<br><br>Esta revista é financiada por fundos nacionais através da FCT – Fundação para a Ciência e a Tecnologia, I.P., no âmbito do projeto UID/EAT/04189/2013<br><br></p>
2018-12-30T00:00:00+00:00
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EDITORIAL
2019-02-18T21:46:05+00:00
Rosário Salema de Carvalho
rscarvalho@letras.ulisboa.pt
João Pedro Monteiro
rscarvalho@letras.ulisboa.pt
<p>O azulejo tem vindo a ser abordado em Portugal, do ponto de vista teórico, desde a segunda metade do século XIX, numa perspetiva que acentua, de forma crescente, a ideia de originalidade e, mais recentemente, de fator identitário, sendo que, na atualidade, é reconhecido como uma das artes que mais identifica a herança patrimonial portuguesa. Mas será que é mesmo assim? E será legítimo associar-se uma narrativa identitária ao azulejo ou esta ideia prende-se, apenas, com questões de valorização nacional?<br>Integrado no mês do azulejo e nas celebrações do ano europeu do património cultural, o AzLab#42 especial <em>Identidade(s) do azulejo em Portugal </em>[1], teve como principal objetivo discutir as questões de identidade(s) relacionadas com a azulejaria, centrando a sua atenção quer na construção historiográfica deste(s) conceito(s), quer nos diferentes aspetos que distinguem o uso português do azulejo das formas como outros países entenderam esta arte.<br>Resultando de um protocolo assinado entre a Rede de Investigação em Azulejo (ARTIS-IHA/FLUL) e a associação dos Amigos do Museu Nacional do Azulejo, o AzLab#42 especial decorreu no anfiteatro III da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, no dia 4 de Outubro de 2018. A chamada de trabalhos, de âmbito internacional, teve um número significativo de propostas, das quais, após revisão por pares, foram selecionadas seis. Estas foram complementadas por três oradores convidados, com um trabalho de reconhecido valor na área, o que suscitou um enorme dinamismo nos vários debates que aconteceram no decorrer da sessão.<br>Por todos estes motivos, ao fixar os contributos de vários autores com diferentes formações e nacionalidades, o presente volume de atas assume-se como um documento de enorme relevância para o futuro, cumprindo assim um dos seus objetivos iniciais de apresentar uma visão da comunidade científica sobre esta matéria e contribuir para o suporte teórico da candidatura do azulejo português a património mundial da UNESCO.<br>A organização deste número especial da ARTis ON reflete o programa do AzLab#42, começando por apresentar um conjunto de textos relativos à historiografia, organizados do geral para o particular. Nuno Rosmaninho abre o volume com um artigo intitulado “Azulejos portugueses e outras artes nacionais”, em que procura “(...) integrar as apropriações identitárias do azulejo numa deriva comum à generalidade dos discursos artísticos nos séculos XIX a XXI”.<br>Focando o discurso nas questões diferenciadoras, Alexandra Gago da Câmara e Rosário Salema de Carvalho elencam os fatores de originalidade identificados na historiografia europeia até meados do século XX, observando como os mesmos emergem de ideias relativamente dispersas para se materializar num conjunto de aspetos bem definido. Numa perspetiva ainda mais dirigida, Sandra Leandro explora o papel de Joaquim de Vasconcelos neste contexto, cabendo a João Pedro Monteiro referir-se a um dos nomes mais significativos do estudo da azulejaria – João Miguel dos Santos Simões.<br>O entendimento das convergências e divergências entre a azulejaria portuguesa e espanhola, entendidas como <em>focos de irradiação universal do azulejo</em>, é apresentado por Jaume Coll Conesa, a que se segue um conjunto de textos que, respondendo ao tema “azulejo: que identidade(s)” da chamada de artigos, aborda determinadas características distintivas. Maria de Fátima Rodrigues e Pedro Freitas analisam a azulejaria de padrão através de modelos matemáticos de classificação; Cristina Carvalho observa os painéis publicitários; Shelley Miller mostra como as suas intervenções artísticas põem em causa a ideia de identidade e, continuando na contemporaneidade, Inês Leitão encerra o ciclo ao analisar de que modo os artistas entenderam as questões identitárias ligadas ao azulejo.<br>Todavia, muito fica ainda por debater e esclarecer, e um dos aspetos mais interessantes do AzLab#42, e dos textos que são agora publicados, reside no leque de questões que emergem como perspetivas de investigação futura. A importância que hoje se reconhece ao azulejo, e a forma como este marca a paisagem nacional, quer pela sua presença física, quer enquanto imaginário e referente para um vasto conjunto de outras manifestações culturais e artísticas, que vão desde a moda à culinária, é suficiente para lhe conferir o estatuto de valor identitário de uma cultura? Ou estaremos, por vezes, em presença de discursos que visam subordinar a azulejaria portuguesa a uma narrativa de maior amplitude, fazendo-a integrar um conjunto de fatores, supostamente distintivos, com o qual se pretende construir uma imagem nacional para consumo externo?<br>Acreditando que o presente volume é um contributo para o futuro e que, a partir desta iniciativa, várias outras possam nascer, resta-nos agradecer a todos os participantes, à Comissão Científica do AzLab#42, e à Comissão Executiva, destacando o apoio ao nível do design gráfico e da organização de Inês Leitão, assim como de Rafaela Xavier e Fábio Ricardo.<br><br>---<br>[1] O AzLab é um seminário mensal, organizado pelo grupo Az – Rede de Investigação em Azulejo, do ARTIS – Instituto de História da Arte da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, em colaboração com o Museu Nacional do Azulejo (https://blogazlab.wordpress.com). O objetivo do AzLab é criar novas perspetivas de análise sobre questões relacionadas com o azulejo, entre as quais a investigação, o inventário, o colecionismo, a salvaguarda, a criação ou a divulgação. A ideia de desenvolver um laboratório de pesquisa sobre azulejo, que passa pelo conceito de procedimento experimental associado a estes espaços, é aqui aplicada à discussão de trabalho que se pretende promover. Introduz também um conceito externo à história da arte e que aponta para a investigação multidisciplinar. Todos os meses é apresentado um tema para discussão pública, que pode partir de projetos de investigação, dissertações de mestrado, teses de doutoramento e outros. São convidados a colaborar investigadores nacionais, pessoas ligadas às mais diversas instituições tentando, sempre que possível, contar com a participação de investigadores estrangeiros. O AzLab#42 especial <em>Identidade(s) do azulejo em Portugal</em> consistiu numa conferência de um dia inteiro e contou com a co-organização da associação de Amigos do Museu Nacional do Azulejo, tendo ainda o apoio da editora Centro Atlântico.</p>
2018-12-30T00:00:00+00:00
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AZULEJOS PORTUGUESES E OUTRAS ARTES NACIONAIS
2019-02-18T21:46:06+00:00
Nuno Rosmaninho
rscarvalho@letras.ulisboa.pt
<p>No presente artigo procuro integrar as apropriações identitárias do azulejo numa deriva comum à generalidade dos discursos artísticos nos séculos XIX a XXI. Estou persuadido de que as ilações nacionais do azulejo seguiram as seis fases em que divido as mutações identitárias, e que poderia resumir em sucessivas apreensões historicistas, caracterológicas e de longa duração. O historicismo preponderou até final do século XIX. Seguiu-se uma paixão pelas essências caracterológicas, que Reynaldo dos Santos exprimiu com um vigor insuperável. Quando o padrão identitário do Estado Novo entrou em declínio, os historiadores de arte voltaram-se para a pesquisa das invariantes estruturais. No primeiro caso, procuraram-se no azulejo os vestígios de uma originalidade portuguesa, ainda que efémera. No segundo, trabalhou-se para mostrar que o azulejo é a expressão de uma sensibilidade portuguesa que, com altos e baixos, permaneceu ao longo dos séculos. No terceiro, procura-se integrar o azulejo nos atributos estruturais da arte portuguesa, deduzidos por inventariação e análise</p>
2018-12-30T00:00:00+00:00
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EM PORTUGUÊS... E EM ESPANHOL, INGLÊS, HOLANDÊS, FRANCÊS… A IDENTIDADE DO AZULEJO PORTUGUÊS NO CONTEXTO DA HISTORIOGRAFIA EUROPEIA
2019-02-18T21:46:06+00:00
Alexandra Gago da Câmara
rscarvalho@letras.ulisboa.pt
Rosário Salema de Carvalho
rscarvalho@letras.ulisboa.pt
<p>A associação da azulejaria portuguesa a uma noção de identidade(s) encontra-se hoje enraizada num contexto muito alargado, conduzindo à utilização massiva do azulejo como signo de uma cultura e servindo de narrativa para os mais diversos fins. Este artigo pretende recuar no tempo, até aos meados do século XIX, discutindo qual o papel da historiografia europeia na construção da ideia do azulejo como “arte portuguesa”, considerando sobretudo os aspectos distintivos que foram sendo apontados ao longo dos anos, e observando os principais momentos e agentes que contribuíram para a criação e consolidação deste fenómeno.</p>
2018-12-30T00:00:00+00:00
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A PÁTRIA AOS QUADRADOS: JOAQUIM DE VASCONCELOS (1849-1936) PAINÉIS IDENTITÁRIOS
2019-02-18T21:46:06+00:00
Sandra Leandro
rscarvalho@letras.ulisboa.pt
<p>Considerado o fundador da História da Arte em Portugal com um método rigoroso, Joaquim de Vasconcelos foi um Musicólogo, Museólogo, Professor, Crítico de Arte e “campeão” dos sistemas de transmissão visual como a Fotografia e o Desenho. A sua capacidade de análise crítica, o entusiasmo anárquico por várias áreas do conhecimento indicando pistas certas, ou erradas, num tempo onde quase tudo estava ainda por escrever, impõe Vasconcelos como um caráter anti-mítico e único, um homem que criou a sua própria lenda, um mito e um herói romântico, um mestre de si mesmo muito além de Gottfried Semper (1803-1879) ou Giambattista Cavalcaselle (1819-1897) apenas para apontar dois mestres que admirava. <em>A Pátria aos</em><br><em>quadrados</em> expressa, em metáfora, como os azulejos são uma parte muito significativa do quebra-cabeças da identidade portuguesa e alude igualmente à geometria dos paralelos e meridianos que Joaquim de Vasconcelos desenhou ao tentar identificar a Arte em Portugal.</p>
2018-12-30T00:00:00+00:00
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SANTOS SIMÕES E A IDENTIDADE DO AZULEJO EM PORTUGAL
2019-02-18T21:46:06+00:00
João Pedro Monteiro
rscarvalho@letras.ulisboa.pt
<p>O presente artigo aborda o trabalho de João Miguel dos Santos Simões (1907-1972), investigador, historiador, teórico e divulgador do azulejo português e do uso do azulejo em Portugal, bem como fundador do Museu Nacional do Azulejo. Santos Simões teve um papel de grande importância na identificação das características próprias quer do azulejo português, quer do uso do azulejo em Portugal, e foi, no século XX, um dos mais importantes promotores do azulejo enquanto arte identitária e diferenciadora. O seu principal contributo teórico centra-se na constatação de que o azulejo teve em Portugal e, por extensão, também no Brasil, uma expressão única, caracterizando-se esta pela monumentalidade da sua aplicação, e pela forma original como estruturou arquiteturas. Ao identificar as principais características do uso do azulejo em Portugal, fê-lo também tomando como ponto de comparação o uso do azulejo noutros países, nomeadamente, em Espanha. Santos Simões abordou ainda o azulejo enquanto fator de atração turística, tema que, pela sua grande atualidade, justifica, no entender do autor do presente artigo, uma reflexão aprofundada.</p>
2018-12-30T00:00:00+00:00
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http://artison.letras.ulisboa.pt:80/index.php/ao/article/view/217
IDENTITIES IN FRONT OF THE MIRROR: TILES IN PORTUGAL AND VALENCIA
2019-02-18T21:46:06+00:00
Jaume Coll Conesa
rscarvalho@letras.ulisboa.pt
<p>The Iberian Peninsula has in Portugal and Valencia two areas in which tile has played an important role throughout history. Both territories flank it in the East and in the West, reason why they seem to project themselves in a specular image although each one of them possesses a distinctive and singular personality, sometimes convergent and sometimes divergent, allowing comparison to find tunings, differences or specificities of each of these foci of universal irradiation of the tile.</p>
2018-12-30T00:00:00+00:00
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IDENTIDADE E AZULEJOS PELA CLASSIFICAÇÃO DE PADRÕES
2019-02-18T21:46:06+00:00
Fátima Rodrigues
rscarvalho@letras.ulisboa.pt
Pedro J. Freitas
rscarvalho@letras.ulisboa.pt
<p>Os revestimentos azulejares podem ser figurativos ou de padrão. Enquanto os painéis figurativos podem ser melhor descritos por associação a um tema ou a um autor, os padrões de azulejos são tradicionalmente classificados usando regras mais abstratas que descrevem o motivo ou o próprio padrão. Neste artigo, apresentamos uma classificação matemática tradicional de padrões no plano, o algoritmo de Washburn e Crowe, e utilizamo-lo para identificar ou distinguir padrões de azulejos. Apresentamos uma classificação matemática completa dos padrões de azulejos presentes em todos os locais públicos ou de acesso público na região de Almada e mostramos como essa classificação poderá auxiliar na recuperação de paredes e<br>pisos com azulejos danificados, a fim de preservar o nosso património. Estendemos essa análise matemática a padrões e quase-padrões do século XX, na esperança de mostrar que essa classificação pode contribuir para o nosso conhecimento da identidade desses padrões.</p>
2018-12-30T00:00:00+00:00
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AZULEJO PUBLICITÁRIO EM PORTUGAL: UMA IDENTIDA DE SINGULAR
2019-02-18T21:46:06+00:00
Cristina Carvalho
rscarvalho@letras.ulisboa.pt
<p>Em meados do século XIX, quando o azulejo é transposto para o exterior dos edifícios, cobrindo fachadas, emergiu uma singularidade na sua produção: a sua utilização como suporte publicitário. Numa fase inicial, a partir do terceiro quartel do século XIX, observam-se pequenos cartazes em azulejo, meramente informativos, integrados nas fachadas, referindo apenas produtos, lojas, serviços ou oficinas. Desde então, até meados do século XX, este género de painéis continuou a ser produzido, renovando-se de acordo com os novos estilos artísticos e seguindo a evolução dos conceitos das artes gráficas e da publicidade. Trabalho tanto de artistas desconhecidos como de pintores ou designers consagrados, evoluiu do simples lettering para as coloridas e exuberantes representações figurativas. Apesar do declínio sentido a partir de meados do século XX, o uso do azulejo como suporte publicitário permanece ainda hoje. O presente artigo pretende analisar os painéis<br>publicitários, uma singularidade no contexto da produção de azulejos aplicados um pouco por todo o país, relacionando-os com a identidade artística portuguesa.</p>
2018-12-30T00:00:00+00:00
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O AZULEJO COMO UM SÍMBOLO DO PODER COLONIAL: A DESCONSTRUÇÃO ATRAVÉS DO AÇUCAR E DA ARTE
2019-02-18T21:46:06+00:00
Shelley Miller
rscarvalho@letras.ulisboa.pt
<p>Eu crio murais que se parecem com azulejos, representando caravelas e muitas características decorativas que podem ser observadas nos revestimentos azulejares tradicionais, mas os meus murais são feitos inteiramente de açúcar. Eu faço azulejos de açúcar e pinto-os com tintas comestíveis. Interesso-me pelos azulejos, em especial os que apresentam imagens de navios, como símbolo do poder colonial e do orgulho nacional (a nação portuguesa), mas apenas como forma de subversão desse orgulho. Desenvolvi este trabalho no Brasil, abordando a história de colonização do país e o tráfico de escravos que apoiava o império açucareiro de Portugal. Continuo a usar a referência azul, mesmo fora do contexto do Brasil, porque quero referir-me à colonização e escravidão, mostrando como a opressão encontrou novas formas. Instalo os meus murais efémeros nas paredes da cidade, onde eles se esvaem, desbotam, desmoronam e decaem, animando uma versão mais realista da história.</p>
2018-12-30T00:00:00+00:00
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AZULEJO CONTEMPORÂNEO: UMA QUESTÃO IDENTITÁRIA?
2019-02-18T21:46:06+00:00
Inês Leitão
rscarvalho@letras.ulisboa.pt
<p>Um dos aspectos que tem sustentado a ideia do azulejo como herança identitária portuguesa é a sua aplicação contínua, desde o final do século XV, integrando, na contemporaneidade, projectos de artistas, arquitectos e designers. O presente artigo procura reflectir sobre a relação que os autores contemporâneos estabeleceram, ou não, com este entendimento do <em>azulejo</em> enquanto arte identitária, observando as razões que estiveram na base para a opção de recorrer ao azulejo no contexto das suas obras.</p>
2018-12-30T00:00:00+00:00
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